PM e GCM acompanham reintegração de posse na Favela do Cimento na Zona Leste de São Paulo

A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) acompanharam o cumprimento judicial de reintegração de posse na “Favela do Cimento”, no entorno do Viaduto Bresser, na Mooca, Zona Leste de São Paulo, na manhã deste domingo (24) .


A reintegração teve início às 6h. A área da Favela do Cimento fica às margens da Radial Leste, no entorno e abaixo do viaduto Bresser até a Avenida Pires do Rio. A comunidade tem esse nome porque fica em frente a uma extinta fábrica de cimento.


De acordo com a Prefeitura de São Paulo, 215 pessoas moram no local, entre elas 66 crianças. A ocupação teve início em 2013.


O local foi atingido por um incêndio na noite deste sábado (23), véspera da reintegração. Ninguém se feriu. Os moradores da favela disseram que resistiriam.


Segundo moradores, o fogo começou em um dos barracos por volta das 20h e as chamas se espalharam rapidamente. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas às 22h, mas quase todos os barracos de madeira já tinham sido queimados. A causa do incêndio ainda é desconhecida.


Riscos

A Justiça determinou a reintegração de posse após pedido da Prefeitura, que alegou que a área era de alto risco, já que as condições da ocupação ofereciam perigo aos moradores. A maior preocupação era o risco de atropelamentos, já que muitos barracos estavam localizados perto da rua. Além disso, também havia o risco de incêndios.


A Prefeitura de São Paulo diz que tem negociado com as famílias para saírem de forma voluntária desde o dia 18 de março.


Nesta manhã, a Secretaria de Assistência Social informou que 72 famílias aceitaram deixar o local e foram abrigadas em centros de acolhimento ou casa de parentes. A Prefeitura conseguiu encaminhar 42 famílias para centros de acolhimento e três famílias com passagens rodoviárias.