O que 2017 disse sobre o futuro do carro

O motor a combustão, com gasolina ou diesel, está com os dias contados… pelo menos em alguns países que anunciaram uma data para proibir a circulação de veículos movidos assim:

Depois de vários dias em alerta vermelho por causa da intensa poluição, a China terá uma cota de carros “verdes” já em 2018. O país também pretende ampliar o uso do etanol, menos poluente;
França e Reino Unido anunciaram que vão barrar a venda veículos movidos apenas a combustão até 2040.

A palavra “eletrificação” foi muito usada neste ano. As montadoras se deram prazos para terem versões elétricas ou híbridas de todos os modelos que vendem.

A Volvo foi pioneira em anunciar que só terá elétricos ou híbridos a partir de 2019.
Em seguida, Jaguar Land Rover fez promessa semelhante para 2020, e a Mercedes-Benz, para 2022; sem ousar tanto, a BMW disse que terá 25 modelos “eletrificados” até 2025;
Fabricante do híbrido mais vendido no mundo, o Prius, a Toyota afirmou que planeja mais de 10 opções de carros elétricos até 2020;
Depois do “dieselgate”, o Grupo Volkswagen quer “limpar” sua imagem com uma versão elétrica ou híbrida de todos os carros até 2030, o que inclui a sucessora da Kombi, a I.D. Buzz.
Até uma empresa de aspiradores quer fazer carro elétrico.

E no Brasil? A força do etanol e a falta de incentivos podem deixar o país fora dessa primeira “onda” elétrica:

O novo regime automotivo, Rota 2030, que ainda não foi divulgado, mas deverá vigorar a partir do ano que vem, também tratará da questão;
Alguns poucos planos foram anunciados para o país. A Nissan confirmou que vai trazer para o mercado brasileiro o Leaf, elétrico mais emplacado no mundo, mas não revelou a data;
A Volkswagen confirmou que, em 2018, venderá no Brasil a versão elétrica do Golf.
Antes dos elétricos, os híbridos deverão ganhar mais espaço por aqui, depois que aceitarem etanol. A Toyota confirmou que já estuda o híbrido a etanol no país.

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