Jorge Vercillo reclama de ‘nível baixíssimo’ de hits atuais, cita ‘Que tiro foi esse’ e aponta culpa ‘do público’

Jorge Vercillo publicou nesta segunda-feira (5), em sua página no Facebook, um desabafo sobre o que considera “a péssima qualidade de música que parte do público está escolhendo” no país.

Em uma primeira mensagem, ele compartilhou um texto que ironiza o funk “Que tiro foi esse”, de Jojo Todynho. Este texto é atribuído a Arnaldo Jabor, mas não há nenhum registro de que Jabor o tenha realmente escrito.

“Que tiro foi esse? Que acertou os tímpanos do nosso povo fazendo-os ouvir lixo achando que é música”, diz um trecho desta primeira mensagem compartilhada por Vercillo. Uma hora depois, Vercillo publicou um longo texto em que ele mesmo expõe sua insatisfação com a música atual.

“A responsabilidade desse nível baixíssimo de música é em grande parte do público”, diz Jorge Vercillo.

A culpa do público, segundo ele, decorre do fato de que “muitas pessoas não estão dando a menor importância pra música, elas vão às festas para beber e/ou arrumar alguém para ficar, namorar etc.”.

Ele acredita que os próprios músicos de sertanejo, “sofrência” e funk queriam “no fundo viver de música de mais qualidade” e “poder sobreviver de música e fazendo algo melhor da sua vida”.

‘Nada contra Jojô’
Após a publicação deste texto, Jorge Vercillo entrou em contato para se explicar. “Não tenho nada contra essa moça (Jojô), inclusive agora assisti o clipe e o achei com um roteiro bastante criativo e bem humorado”, comentou.

“Existem clipes bem feitos como esse, com um bom roteiro, levantando até questões importantes de liberdade de escolha sexual, mas música mesmo… É uma pena”, lamentou.

“Sinceramente não vou elogiar a música, pois seria hipocrisia da minha parte”, completou. “Quando o suposto texto de Jabor foi mandado pra mim pelo Whatsapp, me identifiquei muito sim, pela reflexão musical, cultural e política direta e contundente de quem o escreveu, fiz questão de publicar pelo conteúdo mais abrangente e não para criticar nem menosprezar ninguém”.

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