Frascos de vacina contra febre amarela são descartados por baixa procura em Votorantim



Em todo o estado, 537 pessoas tiveram a doença este ano. Um vidro da vacina rende aplicação em 10 pessoas.

A febre amarela silvestre contaminou 1.266 pessoas e matou 415 em todo o país em um ano, segundo o último levantamento do Ministério da Saúde. No entanto, em algumas cidades do interior de São Paulo a meta de vacinação não foi atingida e as doses vão direto da geladeira para o lixo.

Quase todos os casos foram registrados no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Só no Estado de São Paulo já foram identificadas 537 pessoas com a doença, cinco vezes maior que em todo o ano passado, quando foram 103 casos.

No começo do ano, o desespero causou filas nos postos de saúde de moradores em busca da vacina. Contudo, a procura diminuiu e frascos inteiros estão sendo perdidos em unidades como a de Votorantim, no interior de São Paulo.

“É uma pena, porque você não consegue 10 pessoas para tomar a vacina na mesma manhã e, após aberto o frasco, ele [frasco] dura mais ou menos seis horas. Então, se não vierem mais pessoas para tomar a vacina, a gente acaba perdendo as doses”, explica a diretora de vigilância em saúde de Votorantim, Nila Puglia.

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