5G: rede de celular vai permitir velocidades de 1 Gbps e conversas entre drones

Até o fim de 2017, a expectativa era de que o 4G já fosse a principal rede móvel no Brasil, mas o que faz empresários de telecomunicações esfregarem as mãos é a banda larga móvel de quinta geração, o 5G.

A chegada do 5G deve ocorrer em 2019. Até lá, países e multinacionais correm para deslocar o eixo das decisões em torno da rede que terá velocidades de download superiores a 1 Gbps (gigabits por segundo) e permitirá que robôs conversem entre si.

Padrão internacional
Até o sinal do 5G começar a ser captado por smartphones e drones, a rede vai passar por pelo menos duas rodadas internacionais de definições. No ano que vem, a União Internacional das Telecomunicações (UIT) define quais padrões de latência, transferência de dados e outros atributos uma rede deve apresentar para ser chamada de 5G.

Em 2019, a debate na UIT e na organização de rádio 3GPP será em torno das faixas de radiofrequência usadas.

E cada país já sinaliza o que mais lhe interessa. China, Japão e Coreia do Sul testam médias e altas frequências, capazes de transmitir altas velocidades de internet. EUA e Europa querem o mesmo, mas também apostam em baixas frequências, que cobrem regiões mais amplas sem precisar de muitas antenas.

“Até lá, você vai ter que separar o que é padrão do que é marketing”, comenta Lopes.

E no Brasil?
Segundo membros de governo, o Brasil deve seguir diretrizes ditadas pelos grandes polos produtores de tecnologia e aderir ao modelo de algum deles.
Para ele, o Brasil deve achar o seu espaço e agir de forma integrada globalmente e acompanhar uma tendência mundial. Isso vai representar uma escala econômica e contribuir para uma vocação particular, por exemplo, com o desenvolvimento especial do agronegócio, que é uma competência especial do Brasil, explica o secretário.

Ele diz, no entanto, que há pesquisas em cursos no Brasil sobre o 5G. “Nós temos alguns institutos que usam recurso do Funtel [Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações] e estão criando. Já fizeram testes bem sucedidos com a tecnologia 5G, como o caso do CCR, da Inatel”, completa.
Segundo Linhares, o Brasil tem expectativa que o 5G rode nas faixas de 3.5 Ghz, 26 Ghz e 40 Ghz. A agência, no entanto, pode ter que fazer algum ajuste regulatório já que o serviço de TV-RO (de antenas parabólicas) é transmitido em uma faixa próxima à de 3.5 Ghz.

A proximidade pode causar interferências. Os ajustes, no entanto, devem ser mínimos, já que o uso da TV-RO está caindo, graças ao avanço da TV Digital e da TV paga.

Para 2018, a Anatel já planeja regulamentar novas condições de uso da faixa de 3.5 Ghz, que podem ser destinadas ao 4G e, quando a tecnologia estiver consolidada, ao 5G.

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